Pescadores protestam em frente ao Parlamento

Mais de meia centena de pescadores concentraram-se, esta sexta-feira, frente ao Parlamento, para protestar contra o Código Contributivo da Segurança Social, e entregaram um documento subscrito por doze Associações da Federação da Zona Sul.

«Este código não serve a pequena pesca», disse João Lopes, presidente da Federação das Associações de Pesca da Zona Sul, que frisou que este é já o terceiro protesto, desde Janeiro de 2010, altura em que o novo regime entrou em vigor.

«Não sobrevivemos assim e se não alterarem o código vamos ter de partir para outras formas de luta», disse João Lopes, recusando-se a especificar novas formas de protesto.

Dezenas de homens e mulheres considerados trabalhadores independentes e que pescam em barcos próprios tendo de descontar cerca de 120 euros por mês para a segurança social, mesmo que não possam ou não consigam pescar, juntaram-se em frente ao Parlamento para mostrem o seu desagrado com as medidas que lhes foram impostas.

«Se isto continuar assim vamos deixar de pescar», «estão a matar a pesca» ou «Novo Código da Segurança Social pobreza, dívida, injustiça» foram o mote de alguns cartazes erguidos pelos pescadores em frente do parlamento.

«Acho que é uma vergonha, agora obrigam-nos a pagar mesmo que não pesquemos. Não vou conseguir sobreviver assim», disse Vítor Silva, pescador há 45 anos, em Faro.

Vários representantes das 12 associações que integram a Federação das Associações de Pesca da Zona Sul foram recebidos por todos os grupos parlamentares, à excepção do Partido Socialista (PS), tendo entregue um documento reivindicativo solicitando aos deputados que «analisem» os impactos da aplicação do novo regime contributivo.

«Neste momento só não temos o apoio do grupo parlamentar do PS. Todos os outros grupos de deputados já estão de acordo que é necessário alterar o código. Por isso vamos solicitar reuniões com as secretarias de Estado das Pescas e da Segurança Social, pelo menos para suspenderem o código até nova decisão», afirmou o presidente da federação.

O facto de o Governo estar demissionário não demove os pescadores que afirmam que não vão parar a luta e dizem que, se o regime continuar a ser aplicado, vai aumentar a venda de peixe fora da lota, no mercado paralelo, pois de outra forma não conseguem sobreviver.

25.Março.2011

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