A contribuição da Assembleia Municipal na luta por uma política alternativa em defesa das populações

cdu_logo_autarquias_2013
No passado dia 2 de Março, realizou-se em Almada um Encontro Regional da CDU, durante o qual, por um lado, se procurou fazer um balanço da actividade da CDU, na Península de Setúbal e, por outro, perspectivar o trabalho, com vista às eleições autárquicas, que se realizarão este ano.

Durante este Encontro fiz a intervenção que se transcreve:

A contribuição da Assembleia Municipal na luta por uma política alternativa em defesa das populações

Não é possível falar da contribuição da Assembleia Municipal na luta por uma política alternativa em defesa das populações, sem ter em conta o papel, as competências que lhe são próprias e a acção que pode ter no conjunto dos vários órgãos autárquicos, mas sobretudo, não é possível falar da contribuição que a Assembleia Municipal pode dar, sem ter em conta o quadro geral de grave crise social e económica que o País atravessa, que se reflecte negativamente na situação dos trabalhadores e da população em geral.

Com efeito, estamos hoje sujeitos a um brutal agravamento da política de direita, que muito justamente caracterizamos como um violento pacto de agressão contra o País e o nosso povo, que constitui a linha essencial, única, da política do actual governo, aliás, no prosseguimento das políticas seguidas por sucessivos governos anteriores, do PS e do PSD, sozinhos ou acompanhados pelo CDS-PP.

Esta política a que estamos sujeitos, traduz-se numa espiral de agravamento da exploração do nosso povo, dos trabalhadores e de outras camadas laboriosas da população, que se traduz, por sua vez, numa acentuada degradação das suas condições de vida, e que tem, como consequência, uma persistente recessão económica e um maior endividamento do País, enfim, que provoca, por um lado o empobrecimento generalizado da população e, por outro, permite e propicia o aumento dos privilégios e benefícios dos especuladores e dos grandes grupos económicos e financeiros.

É neste quadro, particularmente difícil, que se desenvolve o trabalho e a acção das Autarquias Locais, também elas, de resto, sujeitas a uma brutal ofensiva, que visa a subordinação do Poder Local Democrático aos interesses e orientações do Poder Central e aos grupos que este representa e, em última análise, visa a sua destruição, com as características e conteúdo que lhe conhecemos, ampla e repetidamente sufragados pelas populações que o Poder Local representa e defende.

Torna-se por isso, necessário e urgente romper com as políticas que nos têm sido impostas, sendo certo que é possível uma política diferente, que recuse que o País esteja condenado ao atraso, que recuse que os portugueses tenham que viver mal, enfim, que afirme, decididamente, que é possível uma vida melhor.

E eis uma primeira contribuição que a Assembleia Municipal pode e deve ter, no quadro da acção que lhe é própria, no seio da autarquia, afirmando uma política alternativa, mobilizando a população, procurando a sua participação no combate necessário.

Rejeitar o empobrecimento democrático, que procura retirar ao Poder Local, atribuições e competências, ao mesmo tempo que lhe cria dificuldades acrescidas, é, no quadro actual, outro dos combates que se tem que continuar e no qual a Assembleia Municipal, já teve e continuará a ter um papel decisivo.

É neste contexto, e para além dele, que, para lá das competências que são próprias deste órgão do Poder Local, haverá que contribuir, sugerir, apoiar as políticas e acções que permitam a concretização das orientações estratégicas que, em cada Concelho haverão de ser definidas, tendo em conta a realidade concreta local.

E assim é, e continuará a ser, a atitude dos eleitos da CDU nas Assembleias Municipais porque assim contribuirão para o objectivo geral de corresponder à resolução dos problemas e anseios que se colocam às populações que representam.

Não me cabe a mim, aqui e agora, particularizar o que será o nosso compromisso eleitoral, mas não quero deixar de apresentar duas reflexões, que temos feito no Barreiro, que aqui deixo à vossa consideração.

Por um lado, na actualidade, como é conhecido, assiste-se a uma continuada destruição do aparelho produtivo, resultado das políticas que têm sido seguidas por sucessivos governos, com particular virulência pelo actual, que tem como consequência um aumento brutal do desemprego.

A questão do emprego é pois, uma questão central, que por isso mesmo haverá que ter em conta nas nossas reflexões quanto às propostas a apresentar.

Por outro lado, e por fim, a questão da mobilidade e acessibilidades da Região, no contexto da Área Metropolitana de Lisboa, afigura-se-nos uma outra questão essencial que, certamente, será tida em conta nas nossas propostas.

Com competência, determinação e luta construiremos uma Região cada vez melhor.

Viva a CDU!

Frederico Pereira
Almada, Encontro Regional da CDU
2.Março.2013

Esta entrada foi publicada em Autarquias, Política. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s