Juntos pelo Barreiro, em defesa das Populações, do Barreiro e do País

autarquias 2013 CDUEm 16 de Agosto foram apresentados os candidatos da CDU à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal, tendo sido, então, proferida a intervenção que transcrevo.

Juntos pelo Barreiro, em defesa das Populações, do Barreiro e do País

Amigos e Camaradas

No seguimento de várias iniciativas de apresentação dos candidatos já realizadas na quase totalidade das Freguesias do Concelho e antecedendo as que terão lugar amanhã e depois em Palhais e Coina, estamos hoje aqui, na apresentação dos 71 candidatos à Câmara e Assembleia Municipal, na apresentação dos homens e mulheres que procurarão dar corpo, conteúdo e continuidade ao projecto CDU para o Barreiro.

Um projecto que já deu provas no passado recente, e que por isso tem merecido o apoio da população do Barreiro, e que se apresenta como um projecto de futuro, determinante para a concretização do processo de construção de uma vida melhor para quem aqui reside ou trabalha.

Tarefa nem sempre fácil é verdade, mas facilitada porque muito para além dos candidatos e dos que forem eleitos, a verdade é que sempre se contará com uma imensidão de outros companheiros, que hoje como sempre, estarão connosco, juntos, assumindo as mesmas preocupações participando nas mesmas reflexões, procurando as soluções e, claro, contribuindo decididamente para as necessárias soluções para os problemas com que quotidianamente deparamos.

E nos tempos que correm, não são poucos os problemas que a todos afecta.

Na verdade, estamos hoje, perante uma situação particularmente difícil, que afecta a todos, em maior ou menor grau, fruto de um brutal agravamento da política de direita, há largos anos seguida por sucessivos governos, agora aprofundada pelo actual, que se traduz numa espiral de agravamento da exploração do nosso povo, dos trabalhadores e de outras camadas laboriosas da população, que se traduz numa acentuada degradação das condições de vida de todos e cada um de nós, e que tem como consequência, uma persistente recessão económica, um elevadíssimo nível de desemprego e um maior endividamento do País, enfim, que provoca, por um lado, o empobrecimento generalizado da população e, por outro, permite e propicia o aumento dos privilégios e benefícios dos especuladores e dos grandes grupos económicos.

Não nos iludamos com a aparente acalmia que parece acontecer neste mês de Agosto, e ainda menos, com a propaganda que procura a todos iludir, insinuando que estaremos no limiar de um novo ciclo e que já haverão ténues sinais de melhoria da degradação económica e financeira do país.

A verdade, é que neste entretanto, a maioria que nos desgoverna tem prosseguido na sua ofensiva contra os trabalhadores, ora aprovando o aumento da jornada de trabalho dos trabalhadores da administração pública, ora prosseguindo com o objectivo de despedimento sem justa causa de cerca de 30.000 trabalhadores, ora impondo regras imperativas aos trabalhadores das empresas do sector público à revelia das suas convenções colectivas de trabalho, que conduzirá a novos e brutais diminuições dos salários, ora permitindo e incentivando o aumento da precariedade de trabalho da generalidade dos trabalhadores, aumentando o prazo dos contratos a prazo.

E enquanto isto, paulatinamente, vão preparando o Orçamento de Estado para o próximo ano, que será, obrigatoriamente apresentado puco tempo depois das eleições autárquicas, em 15 de Outubro, onde não deixará de constar o anunciado e brutal corte nas despesas, como usam dizer, na ordem dos quatro virgula e qualquer coisa milhões de euros, mais coisa menos coisa, que se traduzirá em mais despedimentos na função pública, na diminuição da despesa afecta às funções do Estado, com inevitável consequência numa nova e mais acentuada degradação do sistema de saúde, do sistema de educação, enfim, na degradação das condições de vida da população.

É ainda neste quadro e inserido nele que se desenvolveu e desenvolve a mais brutal ofensiva contra o Poder Local Democrático, que visa a sua subordinação aos interesses e orientações do Poder Central, e aos grupos cujos interesses representa e, em última análise, visa a sua destruição, com as características e conteúdo que lhe conhecemos, ampla e repetidamente sufragados pelas populações que o Poder Local representa e defende, pondo-se em causa, inclusivamente, através da tentativa de liquidação de um dos seus pilares, o regime democrático saído do 25 de Abril de 1974.

A extinção de Freguesias, contra a vontade expressa de populações e eleitos, que no caso do Barreiro conduziu à redução para quatro do número de Freguesias no Concelho, o que continuamos a rejeitar, é um exemplo claro do que se pretende fazer contra a população.

Não deixaremos de lutar pela manutenção da identidade de cada uma das nossas Freguesias e pela reposição da situação anterior a esta ilegítima chamada reforma administrativa territorial.

É o caso, das sucessivas e continuadas diminuições das verbas colocadas à disposição das autarquias, verdadeiro roubo que se junta a outras malfeitorias, como o são, os fortes condicionalismos impostos à gestão autárquica, ora limitando o poder de decisão financeira, ora impondo diminuições dos quadros dirigentes das autarquias, ora ainda impondo redução do número de trabalhadores, a quem de resto, como aos demais trabalhadores, são impostas reduções salarias e congelamento de progressão, para além do agravamento geral das condições de vida e de trabalho.

É ainda o caso, do processo em curso, de tentativa de apropriação privada da gestão da água e dos resíduos, que para alguns é um mero e chorudo negócio e que para nós e para as populações, especialmente no caso da água, tratando-se de um bem essencial, se deve manter na esfera da gestão pública.

É assim que, rejeitar o empobrecimento democrático, que procura retirar ao Poder Local, atribuições e competências, ao mesmo tempo que se lhe cria dificuldades acrescidas, é, no quadro actual, um combate que vale a pena travar.

É neste quadro que as próximas eleições autárquicas não deixarão de ter uma importância que ultrapassa o seu caracter local, que lhe é próprio, podendo contribuir como expressão do repúdio popular à política nacional que tem sido seguida.

Ainda assim, não obstante e apesar das dificuldades já foram dados, nos últimos anos, passos significativos, contribuindo decididamente para a melhoria de qualidade de vida dos barreirenses, concretizando objectivos a que a CDU se tinha proposto, aproveitando e criando oportunidades para o Barreiro, iniciando caminhos que nos conduzirão a um futuro melhor, um futuro de desenvolvimento e valorização dos que aqui trabalham e dos que aqui vivem, sendo justo reconhecer, o trabalho desenvolvido pelos actuais eleitos, particularmente, dos que fazem parte dos executivos, tanto do Município como das Freguesias.

E é por isso, tal como há quatro anos, que partimos para mais esta batalha com a confiança e a determinação de quem sabe que é possível realizar, defender e valorizar o Barreiro.

Perante os desafios que se nos colocam, a CDU, com a equipa que constituirá o conjunto dos seus eleitos, saberá encontrar as respostas necessárias, cumprindo esta exaltante tarefa de contribuir para o bem colectivo, para melhorar a qualidade geral de vida das populações.

Com competência, determinação e luta, consigo, convosco, juntos construiremos um Barreiro cada vez melhor.

Viva a CDU!

Viva o Barreiro!

Frederico Pereira
16.Agosto.2013

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